sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

COM OS MEUS SONHOS


Sexta feira indo embora
E também está na hora
De janeiro se despedir
Adeus, foi bom te ver
Que fevereiro vai nascer
É dois mil e vinte querendo seguir

No seu caminho natural
A esfera zodiacal
Marca para o dia oito
Mais um aniversário
Está escrito no meu diário
Que me deixa afoito

Obrigado querido Deus
Sigo aqui com os sonhos meus
Que a poesia é minha saída
Vou seguindo meu caminho
Ferido por tanto espinho
Mas assim é a vida!

Escrito as 16:27 hrs., de 31/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

EU QUERO ESTAR COM VOCÊ



Eu quero saciar a saudade
Dar beijos em quantidade
E então sonhar acordado
Em meio a um jardim de flores
Salpicado de tantas cores
Sou um coração apaixonado

Abra as portas do coração
Em meio a ilusão
Mesmo que seja utopia
Saia da frente dessa tevê
Eu quero estar com você
Ou no ódio ou na alegria

Sou um pássaro envelhecido
Com instinto destemido
Preciso sentir o gosto do beijo
E o calor do teu abraço
Me diz como é que eu faço
Porque a muito tempo não te vejo!

Escrito as 15:12 hrs., de 31/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

NO FOGO DA PAIXÃO


Todo o dia é dia
De fazer poesia
E letras de canção
Plantar flor
E fazer amor
No fogo da paixão

No lar ou na mata
Num banho de cascata
De baixo de um pé de amora
Porque o amor é sublime
Quero jogar nesse time
Que pode ser agora

Amanhã pode ser tarde
Saudade é coisa que arde
Pode ser o amor fraternal
Sem deixar pra depois
Num romance à dois
Rola o amor carnal!

Escrito as 09:35 hrs., de 30/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

MORENA DO CABELO GROSSO


Vai ser três da matina
Por favor sai de traz da cortina
E desse pelo elevador
Entra direto no meu carro
É em você que me amarro
Princesa linda do amor

Que nascestes pra ser minha
Serás a eterna rainha
Ao entrar no meu doce lar
E para de fazer esse jogo
Deixe a paixão pegar fogo
Precisamos nos amar

Na cama, no sofá ou no chão
Vem morar no meu coração
Mulata do cabelo grosso
Quero teus beijos e abraço
E depois deixa que eu faço
A sopa de entrada do almoço!

Escrito as 03:05 hrs., de 30/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

MÚSICA DE LONGE



O dedinho quase bom
De repente ouço um som
De uma música de longe
Paro então e presto atenção
É pra eu fazer uma canção
Para encerrar o dia de hoje

E lá vou eu afinando a voz
Nas asas de um albatroz
Onde me acho sonhando
Em cima do computador
E acordando no Equador
Que é onde estou passando

O café de hoje à noite
Tendo os laçaços do açoite
Da noite da escuridão
Minha amada mora em Quito
Tem o sorriso mais bonito
Bela e querida doce paixão!

Escrito as 20:48 hrs., de 29/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

LINDA FLOR DE PRIMAVERA


Três horas e cinco minutos
Revisando os estatutos
De uma vida de playboy
Eu noto que sou o cara
Verdadeira joia rara
E pensar nisso não dói

Das hortas colho molhos
E vejo na vertente dos teus olhos
O quanto fascinas comigo
E viver na tua ausência
É estar sempre na eminência
Do calvário do castigo

Quero deixar de ser playboy
Porque a solidão corrói
Ao teu lado é meu lugar
Linda flor de primavera
Seja verdade ou quimera
Em sonho eu quero te amar!

Escrito as 15:14 hrs., de 29/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

INDO EMBORA PRA MATA


No meio da mata tem um rio
Onde meu subconsciente sumiu
Que não sei por onde anda
Foi atrás da índia do mato
Pra se banharem no regato
E nem um recado me manda

Pelas ondas do bem querer
Preciso me satisfazer
Indo atrás da índia matreira
Compartilhar de seu bronzeado
Da solidão estou cansado
Vou beber a saideira

Aqui no bar do seresteiro
E dar o adeus derradeiro
Fazer da mata que Deus criou
A eterna e boa estalagem
Em busca da índia selvagem
O subconsciente me chamou!

Escrito as 15:35 hrs., de 22/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

PESCANDO À BEIRA DO MAR


O que que eu falo agora
Se o tempo não se demora
E a água do mar esquenta
O povo não sai da praia
A mulher de tomara que caia
A tarde a gente lamenta

Porque que a chuva não vem
A noite eu embarco no trem
Com destino ao fim do mundo
Passar batido no inferno
Dormir abraçado ao inverno
Tudo isso em menos de um segundo

Agora são três horas e meia
Nessas águas tem sereia
Nas profundezas do mar
Vou mandar meu anzol n’água
Sem rancor e sem mágoa
Quero uma sereia pegar!

Escrito as 15:35 hrs., de 21/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

A MORENA


Enquanto tudo se ajeita
A morena se enfeita
Para ensaiar o carnaval
Ela traz o chocalho na canela
Nasceu da cor da panela
E já preparou seu enxoval

Casar comigo na igreja
A gente se ama e se beija
Desde lá do cartório
Eu não aguento essa morena
Meu verdadeiro poema
Que desfila de um jeito simplório

A morena que veio de Angola
Que no repinicar da viola
E no rufar de um tambor
Ela dança na leveza do solo
E depois se joga no meu colo
Implorando por meu amor!

Escrito as 16:29 hrs., de 20/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

O CALOR TÁ DE LASKAR


Não tenho nada o que dizer
Acho que esse calor vai ferver
Haja água pra matar a sede
O calor que vem do norte
Se o vento não for forte
Se quer balança minha rede

Traga água lá do poço
Que meu charuto é do grosso
Mas não consigo nem dormir
A saudade que bate no peito
Que machuca e não tem jeito
Nem sei mais pra onde ir

Pra uma água de boa vertente
Aquela que refresca a gente
Este é um sol que realmente agride
Vou é equipar minha canoa
E te digo que numa boa
Eu vou embora pro Caribe!

Escrito as 15:23 hrs., de 20/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

domingo, 19 de janeiro de 2020

A ARTE É SÁBIA


Meu querido mundo poético
Procuro ser sempre ético
Em tudo aquilo que faço
Deixe eu entrar com minha lábia
Porque a arte é sábia
Dentro da cultura que traço

Mingau com leite condensado
E um chocolate ralado
Aquela cerejinha em cima
E o namoro de beijo quente
Surgido assim de repente
A paixão esquenta o clima

Num romance transado a dois
E o que vem depois
Deixa por conta do destino
O negócio é deixar acontecer
É pra vida ter prazer
No romance de dois meninos!

Escrito as 07:56 hrs., de 19/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

sábado, 18 de janeiro de 2020

UMA PÉTALA DE FLOR


O vento que sopra em mim
É o que vem lá do fim
Ou do começo da imaginação
Entenda como quiser
Se acaso meu sono vier
Me deito aqui no chão

Da varanda da minha vida
Vendo paisagem colorida
E um céu lindo e estrelado
Sou amante da liberdade
E namorado da felicidade
Com sintomas de apaixonado

Daqui a pouco rolo na grama
Nos braços de quem me ama
E tal qual uma pétala de flor
Como um pássaro que voa
Eu sumirei pensando atoa
Por onde andará o meu amor?

Escrito as 22:52 hrs., de 18/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

PÁSSARO CHAMADO SERIEMA


Hoje, inspiração não tem
Talvez amanhã ela vem
Então não tem poema
Eu vou dormir e sonhar
Com o alegre cantar
Do pássaro chamado seriema

Janeiro já quase no fim
Nada acontece pra mim
Nem de rui e nem de bom
Decepcionado com isso
Cancelo qualquer compromisso
Comerei uma caixa de bombom

E uma tigela de desejos
Recordando dos beijos
Que outrora aconteceu
No carnaval de fevereiro
Da morena do salgueiro
Cujo corpo ainda é meu!

Escrito as 22:08 hrs., de 18/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

O VOO NA DIREÇÃO DO NADA


A noite está chegando
E eu aqui olhando
A novela na televisão
Vendo o balanço da rede
Quando mato a sede
Com os chás da infusão

Que rola nesse país
Não se pode ser feliz
Se a vida tem seu preço
E além do mais é cara
Felicidade é coisa rara
Mas eu sei que mereço

E então luto por ela
Vou voar de minha janela
Na direção do nada
Sentindo o cheiro da flor
E colhendo os frutos do amor
Numa noite enluarada!

Escrito as 19:03 hrs., de 17/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

NO TOPO DA MONTANHA


Uma folha de hortelã
E uma casca de maçã
É o que eu quero no chá
Eu moro aqui deste lado
E já estou preparado
Para ir ao lado de lá

Onde tem um pé de flor
De onde brota o meu amor
Nas manhãs de cada dia
Era num frio medonho
Foi quando tive um sonho
No nascer da alegria

É no topo da montanha
Que meu fordeco se açanha
Ainda é de manivela
Quero chegar lá no alto
Pra ver o troque troque do salto
Da menina Manoela!

Escrito as 16:18 hrs., de 17:01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

SAUDADE


A saudade de casa
É a hora que não se atrasa
Saudade que no peito dói
Saudade de um amor de outrora
É o que estou sentindo agora
Como ferrugem que corrói

De namorar na cama
Ou de rolar na grama
Como folhas secas ao vento
Aquela pandorga lá em cima
Perto do topo da colina
Mas que se perdeu com o tempo

Corpo velho enferrujado
O tempo todo deitado
Sem vontade de andar
No velho barraco de zinco
A espera do chá das cinco
E um novo amor pra namorar!

Escrito as 15:09 hrs., de 17/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

SEM ÓCULOS


Sem óculos na cara
Que pra mim é coisa rara
Quero testar minha visão
Até que dá pra quebrar o galho
Quase não me atrapalho
Na digitação

Simbora que vem água
E o vento faz a curva
E manda que a chuva venha
E se o sol se abriu
Então viajo ao Rio
No carro leito da Penha

A vida é mesmo um barato
Eu registro mais um fato
Com verdade e utopia
O poeta é mesmo assim
Desde o começo ao fim
O que importa é a alegria!

Escrito as 10:10 hrs., de 15/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

QUATRO E MEIA


Agora são quatro e meia
Meu coração incendeia
Só em pensar na morena
Passando batom vermelho
Sorrindo em frente ao espelho
A mente grava essa sena

A gata que não me dá bola
Vou afinar minha viola
E fazer serenata pra ela
Com modas apaixonadas
Numa dessas madrugadas
Em frente a sua janela

Já não durmo direito
Coração bate no peito
Que parece que quer saltar
Ainda escrevo um poema
Falando dessa morena
Com quem quero namorar!

Escrito as 16:38 hrs., de 13/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

ZÉ PAIXÃO


Muito feio e desdentado
Com o meu bastão quebrado
Já não sirvo mais pra nada
A não ser fazer poemas
Quebro os ovos e bebo as gemas
Ando sujo do pó da estrada

Um caderno todo amassado
Meu cabelo desgrenhado
No planeta dos desvalidos
Hoje eu choro de saudades
Sou o escravo das maldades
No mundo dos desconhecidos

Mas ainda dou bom caldo
Se conferir o meu saldo
Conta em banco, tenho não
Sou o namorado da lua
Morando no olho da rua
O meu nome é Zé Paixão!

Escrito as 15:42 hrs., de 13/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

domingo, 12 de janeiro de 2020

CADEIRA DURA


A cadeira é dura
Dói um pouco a cintura
Mas alimenta a alma
Saio um pouco e volto
As vezes na noite me solto
Digitando com calma

Enquanto o avião balança
A inspiração alcança
E o poema se formando
Com o note buque no colo
Do perigo não me amolo
Vou escrevendo e rimando

Loucuras da cabeça
E por incrível que pareça
Estava sonhando acordado
Falando ao computador
Em frente ao ventilador
O poema está formado!

Escrito as 22:00 hrs., em ponto do dia 12/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

OS MEUS PLANOS


Agora vinte e uma e nove,
É o cansaço que promove
O sono que estou sentindo
Sem parar de bocejar
Mas ainda quero criar
E é na direção que estou indo

Mais um poema dos meus
Com a inspiração de Deus
Que vem das alturas
Que a humanidade acerte o paço
E por favor leia o que eu faço
Salve todas as culturas

O milho que brota na lavoura
A costureira com sua tesoura
O meu tempo ficou pra traz
Lá se vão muitos anos
Eu vou reformar os meus planos
Em nome do amor e da paz!

Escrito as 21:14 hrs., de 12/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

METENDO A CHAVE NA PORTA


Metendo a chave na porta
Ninguém se importa
Se estou feliz ou triste
Se o abacaxi apodreceu
Senhor presidente eu quero o meu
Porque a pobreza persiste

O caviar tá muito caro
Eu vou em frente e não paro
Beijar o chão inglês
E também a mão da rainha
Serve uma coxa de galinha
Que eu pago no fim do mês

Tanto carnê pra pagar
Amanhã eu vou embarcar
No velho trem da alegria
Ainda quero namorar
E também participar
De um concurso de poesia!

Escrito as 20:42 hrs., de 12/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

ANIMAL DO GÊNERO FÊMEA


E antes que eu durma
Me aparto da turma
Em busca da inspiração
Porque preciso escrever
E se possível sorver
O pulsar do teu coração

Que se encontra aí por perto
Nos confins do deserto
De uma certa civilização
Para os duzentos anos vindouros
Te receberei com medalhas de ouro
E os acordes de meu vilão

Se quer nem te conheço
Desde já te tenho apreço
Animal do gênero fêmea
Tenho andado por baixo
Mas nasci pra ser teu macho
Esperando minha alma gêmea!

Escrito as 14:50 hrs., de 12/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

EU QUERO


Escrevo-te esta carta
Para que chegue na quarta
Na terça ou na segunda
Mando dizer que te quero
E chega de lero lero
Eu adoro a tua bunda

Quando rebolas pra mim
Dá um desejo sem fim
Eu quero passar a mão nela
Te pegar no colo
Pra te amar no solo
Embaixo da janela

Da casa onde tu mora
Meu consciente te adora
E o coração te ama
Desliga essa tevê
Eu quero deitar com você
Nos lençóis da tua cama!

Escrito as 12:09 hrs., de 12/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

sábado, 11 de janeiro de 2020

CARRÕES DOS ANOS SESSENTA


Em fim ao computador
Sentindo o gosto do sabor
De manga e do morango
Virando a chave da ignição
Este computador é um carrão
Para não dizer, um carango

Daqueles dos anos sessenta
Que a gente na mente ostenta
Do tamanho do gigante landau
Ou do aero willys lindão
Pisava o acelerador do carrão
A minha verdadeira nau

Nuvens de poeira estrada à fora
Fico analisando que agora
Aquilo ficou na grande saudade
A namorada bela e sedutora
Eu era uma alma sonhadora
Fazendo valer a minha jovialidade!

Escrito as 15:58 hrs., de 11/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

A INSÔNIA É UMA TORTURA


A insônia é uma tortura
Sem lua a noite é escura
Por onde anda meu sono
Agora são três da matina
Caminho da cama pra latrina
No completo abandono

Não tenham pena de mim
Eu sei que o meu fim
Um dia ele chegará
Não queira nem tremer
Nem tão pouco se esconder
Porque ele te achará

Estou com sono e não durmo
Queria estar num sarau noturno
Ou ao lado da bendita amada
Pra que eu pudesse chamar de flor
Amada amante meu amor
Parceira da madrugada!

Escrito as 03:06 hrs., de 11/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

ENTRE CHAMAS DE PAIXÃO


É no calor estremo
Se facilita me queimo
No fogo dessa mulata
Chego arder em chamas
Ela diz que me amas
Enquanto pelo as batatas

Pra maionese de amanhã
Um refresco de maçã
Na jarra de ouro e prata
Com umas tiras de queijos
E me lambuzo nos beijos
Dessa bendita mulata

Que botaram no meu caminho
Que agora dorme no meu ninho
Dizendo ser dona de mim
Enquanto a loira chora e reclama
Falando que também me ama
Será que tem que ser assim?

Escrito as 15:38 hrs., de 09/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

UNIDOS DO BECO


Do segundo pro terceiro
No carnaval de fevereiro
Passarela do Porto Seco
Tem príncipes e rainhas
As sambistas moreninhas
Na escola Unidos do Beco

Vai ganhar o ano inteiro
Estamos em janeiro
Os tambores e tamborins
A orquestra de pandeiros
No ascender dos candeeiros
E no florescer dos jardins

A minha escola de samba
Onde todo mundo é bamba
E a comissão julgadora
Tenho minha doce namorada
Que além de arretada
É bonita e sedutora!

Escrito as 14:37 hrs., de 09/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

ÁS FLORES LÁ DE CASA


Eu conheci a rosa
Toda cheirosa
Folha seca na gaveta
Borboleta tem asa
No quintal lá de casa
Tem um pé de violeta

Tem também a vizinha
Além de bonitinha
Traz o nome da Camélia
E a do outro lado
Por quem sou apaixonado
Minha prima a Bromélia

Muito amiga da Azaleia
Logo a baixo uma colmeia
E a carcaça de um corcel
Abelhas dão ferroadas
Em mulheres apaixonadas
Que se lambuzam no mel!

Escrito as 13:46 hrs., de 09/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

O RICO E O POBRE


Agora doze minutos do dia nove
De tempo bom que não chove
Sentindo um pouco de sono
Já estive dormindo um pouco
Este mundo é um sufoco
Quanta gente ao abandono

Morando assim na rua
Na verdade nua e crua
Sistema social caduco
Na mansão mora o nobre
E na rua vive o pobre
Embriagado ou maluco

O governo só protege o rico
E indignado eu fico
Imagina quando no inverno
Pra Deus eu tiro o chapéu
O pobre sei que vai pro céu
E o rico vai pro inferno!

Escrito as 00:20 hrs., de 09/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

LINDA FLOR


Abra a porta linda flor
Que eu sou o condor
Que tu espera faz tempo
Venho do outro lado do mundo
Lá onde o buraco é mais fundo
E o relógio gira lento

Olha aqui um bombom
Por favor liga o som
E vamos rebolar na salsa
Que quero beber e beijar
Esta noite eu vou te amar
Depois da dança da valsa

Tudo no sistema antigo
Querida, baila comigo
Um tango de Gardel
Depois nos lençóis bordados
Dormiremos abraçados
E lambuzados no mel!

Escrito as 20:46 hrs., de 08/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

AO ASCENDER DA CHAMA


Ao acender a chama
Da lavareda que me ama
Que vem do corpo da morena
O prazer transcendental
Numa noite nupcial
Tudo isso dá um poema

Do romance que aconteceu
Foi logo que o sol nasceu
E ela foi comprar pão
Os ventos eram medonhos
Então nós compramos sonhos
Numa noite de verão

Foi o amor desde o nascer
Que teria que acontecer
A partir da maternidade
Hoje velhos cabeças brancas
Eu de chinelos ela de tamancas
No jardim da felicidade!

Escrito as 16:25 hrs., de 08/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

SE DORMI OU SE SONHEI


Por Deus eu quero voar
Para te abraçar
Não importa a distância
Acordei de um sono
No mais completo abandono
Desde meus tempos de infância

Estive contigo em sonhos
Nos tempos dos ventos medonhos
Mergulhei pelos mares
Foi sonho ou foi pesadelo
Desfilei como modelo
Pelos palcos e bares

Agora acordo solitário
Quando vejo que meu diário
Não tem nada escrito
Se dormi ou se sonhei
O importante é que acordei
E meu mundo todo é bonito!

Escrito as 15:35 hrs., de 08/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

SANDRA REGINA


Sandra Regina por favor
Não me proporcione a dor
Da inconsequente separação
Sei que errei, me perdoa
Vamos voltar numa boa
Ao nosso mundo de paixão

Hoje tu me virou a cara
Meu bem o tempo não para
Volta pra mim por favor
Em nome da nossa amizade
E também da grande felicidade
Que sempre foi nosso amor

Fiz pra ti doce de laranja
Quero comer tua canja
Que só você sabe fazer
Prometo não te trair mais
Vamos voltar aos carnavais
E beber na taça do bom prazer!

Escrito as 21:28 hrs., de 07/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

A VIZINHA DO LADO


É certo que a coisa anda
Venha dançar ciranda
Na minha sala de estar
Quero ver você dançando
E eu te pegando
Depois da dança te amar

Querida vizinha do lado
Embora eu já ter passado
Um pouco da idade
Mas inda pego no tranco
Me faço de sôrro manco
Mas de um jeito sem maldade

Quebra minha solidão
Tem o tapete da paixão
Para os teus pezinhos de fada
Pula a cerca e vem medo
Descobrir meu segredo
E seja minha eterna amada!

Escrito as 19:23 hrs., de 07/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

NAVIO SINGRANDO AS ONDAS


O navio em alto mar
Altas ondas a singrar
Entre países e continentes
Os marinheiros com suas táticas
Controlam a casa de máquinas
E os turistas todos contentes

Lá vou eu no camarote
Quero comprar um lote
Nos arredores de Florença
Mas esse navio que balança
A minha vontade alcança
Ela é desejosa e imensa

Vamos meu navio de faz de conta
É minha loucura de grande monta
E essa morena ao meu lado
Um sorriso a ela eu proponho
Foi então que acordei do sonho
Dentro do navio imaginado!

Escrito as 16:42 hrs., de 07/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

VOU TE AMAR NO SOLO


Abra a porta do teu peito
Deixe eu chegar de jeito
E te agarrar feito gazela
No teu leito de dormir
Que eu quero te conferir
Pra ver se inda é donzela

Não tem importância se não for
É grande o meu amor
O suficiente pra perdoar
Eu quero te pegar no colo
Para te amar no solo
Até a lua despontar

Vertente de minha inspiração
Quero invadir teu coração
Quem manda em ti sou eu
Meu nobre fruto de goiaba
Não faz carinha de braba
Agora o amor já aconteceu!

Escrito as 15:43 hrs., de 06/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

SEIS DE JANEIRO


Hoje, seis de janeiro
A um passo de fevereiro
Mês de meu aniversário
Exatamente dia oito
O que não me deixa afoito
Porem pelo contrário

Não quero avançar no tempo
A vida vai tal qual vento
Que nem se vê passar
Nesse mundo conturbado
Sei lá se do outro lado
A gente pode poetar

Dando risos à vontade
Não sei se a felicidade
É aqui ou além do véu
Pois cá tem pedras de diamantes
Se vê as estrelas brilhantes
E o sol que ilumina o céu!

Escrito as 09:27 hrs., de 06/01/2019 por
Nelson Ricardo Ávila

domingo, 5 de janeiro de 2020

A ARCA DA HUMANIDADE


Neste domingo a televisão
Tá uma droga de programação
Estamos a bordo de dois mil e vinte
A arca da humanidade segue
Vejo as luzes de Porto Alegre
Esta cidade é um requinte

A poesia me consome
Se quiser saber meu nome
Sou o João Seresteiro
O seresteiro da saudade
Carrego uma mala de felicidade
Estou indo ao carnaval de fevereiro

Pra desfilar na Portela
Pode abrir a cancela
Da cidade maravilhosa
Vou seguindo o cheiro da mulata
Assistir de perto essa gata
Que vai ser a sambista mais cheirosa!

Escrito as 21:05 hrs., de 05/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

sábado, 4 de janeiro de 2020

UMA PÉTALA ENTRE AS FLORES


Acabei de sair do banho
Lavando meu cabelo castanho
Cada fio de ouro moreno
Como se fosse um príncipe encantado
Agora dedilho no teclado
Para o meu trabalho pleno

De redigir minha inspiração
Ao mergulho da ilusão
Para o milagre acontecer
Entre as letras e a rima
Para o sarau no chalé da esquina
Quando chegar o anoitecer

Onde vai estar presente
Aquela loira do sol nascente
Dos olhos mais encantadores
Já um pouco a cima da idade
Mas é o poço da felicidade
Uma bela pétala entre as flores!

Escrito as 18:06 hrs., de 04/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila

QUERO UM PEDAÇO


Por favor quero um pedaço
Desse nobre abraço
Cheiro de corpo sedutor
Quero cheirar teu pescoço
E em apenas um esboço
Falar pra ti do meu amor

Dá um gole de água
Se não afogo a mágoa
Nas profundezas do riu
Que não quero ser achado
Sou apenas teu namorado
Te amei quando sorriu

Mas depois fechou a cara
És menina joia rara
Que nasceu para ser minha
Vem embora pro nosso lar
Pra me amar e namorar
E ser coroada rainha!

Escrito as 13:41 hrs., de 04/01/2020 por
Nelson Ricardo Ávila