quinta-feira, 18 de outubro de 2018

EU E MEU OPALA


Do lado de cá do Atlântico
Existe um cara romântico
E esse cara sou eu
Como diria o Roberto
Quero estar sempre por perto
Desde o dia em que nasceu

Este aqui que vos fala
Quando piloto o meu opala
Chego a sento e sessenta
E se a coisa não enguiça
Sendo pra fugir da puliça
Vou a duzentos e setenta

Sou cabeludo e namorador
Nasci feito para o amor
Sem pensar em casamento
Assim sem culpa nenhuma
Quero passar uma por uma
Pra isso tenho talento!

Escrito as 09:39 hrs., de 18/10/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

HISTÓRIA MALUCA


Eu saí da Patagônia
E sobrevoei a Amazônia
Deixando o Uruguai
Comi filé de carpa
Ao som de uma harpa
Em Assunção no Paraguai

No carnaval de fevereiro
Sambei no Rio de Janeiro
Coisa boa não tem igual
E numa simples canoa
Naveguei para Lisboa
Capital de Portugal

Com toda luz e todo o brilho
Pousei no Salgado Filho
Nessa história que se segue
Pra morar com a Sabrina
No alto de uma colina
Num morro de Porto Alegre!

Escrito as 17:02 hrs., de 17/10/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

DEZ E QUARENTA



Agora são dez e quarenta
Se não tem tormenta
Vamos hastear as velas
Nesse mar agitado
E eu ao leme postado
Depois de lamber as tigelas

De pudins e sobremesas
Vou apreciando as belezas
Desse oceano em cor
Navegando mar à fora
Quero chegar sem demora
Pra rever o meu amor

Esperando-me no cais
Como o verde dos trigais
A loira mais linda do mundo
Abrindo o coração pra mim
O nosso amor não tem fim
E nesse lago eu vou fundo!

Escrito as 10:50 hrs., de 17/10/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

terça-feira, 16 de outubro de 2018

TAL QUAL UM EREMITA


Foi então que o juiz apitou
E a bola parou
Num calor que parecia fogo
O torneio das arábias
As palmas são sempre sábias
E fim de jogo

Brasil um argentina zero
Tudo mais que eu quero
É comer polenta frita
Esperando as eleições
Salve salve as ilusões
Nessa terra tão bonita

Seja lá o que Deus quiser
Num dia desses qualquer
Quebro a viola e piso em cima
E vou pra uma mata bonita
E viver tal qual um eremita
No topo de uma colina!

Escrito as 17:36 hrs., de 16/10/20128 por
Nelson Ricardo Ávila

NO ROLAR DA BOLA


Começa o rolar da bola
O repinique da viola
E assim a coisa não para
É festa por toda a parte
Com a presença da arte
E a poesia é coisa rara

Num bom tango argentino
O Brasil de faro fino
Bota tudo pra sambar
Com Neimar e companhia
Toque de bola a reveria
O time tem que marcar

Em busca da vitória
Para escrever na história
Com seu orgulho profundo
Lá vai e ataca de novo
Temos que provar ao povo
Que somos o melhor do mundo!

Escrito as 16:16 hrs., de 16/10/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

EU SOU


É mais um poema que vem
E viaja pelo mundo alem
Do horizonte universal
Bobagens imaginárias
Alem das iluminarias
Alem das águas glaciais

Eu sou o riso da sereia
A aranha tecendo a teia
Sou os sussurros da alma
O beijo da mulher aranha
Sou o caroço da castanha
Eu sou o M da própria palma

Desenhado em cada mão
Sou o pecado e o perdão
O néctar de uma flor
Sou o presente e o passado
Eu sou o anel de noivado
E sou a semente do amor!

Escrito as 21:28 hrs., de 15/10/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

AO SOM DE LÁ PALOMA


Ao som de La Paloma
O tempo todo me toma
Para escrever um lindo poema
Com letras tiradas do coração
Num mergulho na ilusão
Sonhando com aquela morena

Que deixei esperando no cais
Ao som do canto dos cardeais
Eu retornei abordo do navio
Nas águas turbulentas do mar
Alegremente a sonhar
Com tudo que ninguém viu

Mas foi a história que marcou
Depois o tempo apagou
E só ficou a esperança
O arrependimento bateu
Sobre tudo que se a sucedeu
Na noite daquela dança!

Escrito as 17:20 hrs., de 15/10/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

UM ESPETÁCULO DE MULHER


Em minúscula que eu quero
Porque bem considero
Que a tarde ta muito boa
O passarinho da Vasco da Gama
De vez em quando me chama
A um papo jogado a toa

É da janela do vinte e três
Que nosso romance se fez
Assim na maneira do acaso
Ia eu passando naquela rua
Ela lá dentro semi nua
E me deu um certo prazo

Indicando-me o elevador
Hoje me chama de amor
Foi coisa que caiu do céu
É um espetáculo de mulher
Do jeito que o macho quer
Pra ela eu tiro o meu chapéu!

Escrito as 15:25 hrs., de 15/10/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

domingo, 14 de outubro de 2018

A BERNARDETE


Agora são quinze e dezessete
Eu mais a Bernardete
Fomos passear pelo quintal
Colher frutas no cacho
E beber melado no tacho
Aquilo foi sensacional

Queremos fazer novamente
Aí passou pela mente
Beber água lá na fonte
Só que tinha um crocodilo
Ai que medo daquilo
Que estava em baixo da ponte

Voltamos pra casa correndo
Acabamos adormecendo
No embalo de nossa rede
Quando voltei do tualete
Foi nos lábios da Bernardete
Que eu matei a minha sede!

Escrito as 15:27 hrs., de 14/10/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

A ENCRUZILHADA DO DESTINO


A encruzilhada do destino
Tem uma igreja que toca o sino
As badaladas da saudade
Do tempo que eu era garoto
Conheci um lindo broto
Ainda na flor da idade

Zuleika minha doce flor
Despertando um grande amor
Pela princesa do local
Um amor que não deu certo
Porque mergulhei no deserto
Para ter outro final

Abandonando um amor
Causando grande dor
Em quem ficou no pedaço
Ainda era um menino
E ela seguiu seu destino
Sem um beijo e um abraço!

Escrito as 11:43 hrs., de 12/10/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

CHÁ DE BELA DONA



Por favor, inspiração
Eu tomado de emoção
Abordo da nave da saudade
Este então e o meu tema
Donde deve nascer o poema
No clamor da liberdade

De onde canta a saracura
Distribuindo a desventura
Por esse céu sem final feliz
Mas a saudade volta à tona
Tomo então um chá de bela dona
Que fui eu mesmo que fiz

Bom pra matar a tristeza
Neste mundo de rara beleza
Que traz o perfume da flor
E o néctar dos desejos
Do romance entre beijos
Onde tudo acaba em amor!

Escrito as 19:40 hrs., de 11/10/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

PUNHAL DAS AMARGURAS


Uma música matinal que toca
Têm certas coisas que choca
Machuca dentro do peito
Como um punhal profundo
Difícil de entender o mundo
Mas é assim que ele foi feito

Deixo escritos os meus pensamentos
Minhas tristezas e sentimentos
Tudo que encontro nessa corrida
Uma trajetória de grande dor
Mas sempre procuro pregar o amor
Por toda a minha vida

Por tudo que neste mundo sofri
Agora encontro-me aqui
A ler as mensagens de Deus
Pra ver se busco o meu caminho
Sou a trajetória de um homem sozinho!
Remoendo os pensamentos meus!

Escrito as 10:11 hrs., de 11/10/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

NAS ASAS DA LOUCURA


Viver sempre vale à pena
Se a alma é grande ou pequena
Tem o carnaval em fevereiro
Que mexe muito com a gente
Tem a poesia no repente
Por todo o Brasil inteiro

E eu aqui no teclado
Que vou bem muito obrigado
Nas asas da loucura
Viajando em pensamentos
Extravasando em sentimentos
Nas delícias da doçura

Da rainha da aquarela
Que não tem outra mais bela
Pula e samba o carnaval
De deixar nego babando
Por aqui vou encerrando
Já pensando no natal!

Escrito as 15:29 hrs., de 10/10/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

CÉU BORDADO


Eu vejo um céu todo bordado
De um jeito ornamentado
De estrelas e vaga lumes
A lua toda de salto
Iluminando o asfalto
E provocando ciúmes

Nas mocinhas da cidade
Em mim brota saudade
Dos meus tempos de menino
Que acreditava em santos
Brincando com pirilampos
Fui moldando meu destino

O meu espelho na lagoa
Vivo a remar a canoa
Do meu lindo pensamento
E as estrelas lá do céu
A quem eu tiro o chapéu
E peço a lua em casamento!

Escrito as 11:22 hrs., de 10/10/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

terça-feira, 9 de outubro de 2018

O HORIZONTE DESPONTA


A poesia sai ao natural
Do mundo emocional
Quando a lira me acompanha
E a emoção me toma conta
É que o horizonte desponta
Despertando-me a sanha

Eu vim do mundo do nada
E fui jogado na estrada
Quase que a fogueira me pega
Superei as adversidades
Bebi a esperança das mocidades
E cai nos braços da entrega

Vivi, morri e ressuscitei
Estrada a fora caminhei
Em busca do meu próprio eu
Senti-me perdido no nada
Meu prêmio sempre foi a estrada
O presente que Deus me deu!

Escrito as 17:55 hrs., de 09/10/2018 por
Nelson Ricardo Ávila

CHORANDO LÁGRIMAS DE AMOR


Chove chuva no ranchinho
E eu aqui no meu cantinho
Chorando lágrimas de amor
Por alguém que nem nasceu
Um pé de planta que cresceu
Uma colorida e cheirosa flor

É da flor que nasce o mel
Se de longe ouço o tropel
Do cavalo branco voador
Vindo das nuvens de algodão
Trazendo um baú de paixão
Que se transformará em amor

Pra que eu não fique sozinho
Que possa ter o carinho
Misterioso das alturas
Do anjo enviado por Deus
Pra repousar nos braços meus
E dar adeus as desventuras!

Escrito as 14:55 hrs., de 01/10/2018 por
Nelson Ricardo Ávila