quinta-feira, 23 de março de 2017

O FRUTO SEM PECADO


E vamos lá então Com alma e coração Escrever a poesia que faço Quase cochilando sentado Num dia pra lá de nublado De baixo de um mormaço Pois decidi ser poeta Eu visualizei uma seta Que apontava a direção Palavras de minha boca A inspiração é sempre pouca Mas essa é minha função Estou plantando um pé de flor Que dele nascerá o amor É um arbusto consagrado Poderemos comer a vontade É a árvore da felicidade O doce fruto sem pecado! Escrito as 10:11 hrs., de 23/03/2017 por Nelson Ricardo

A POESIA NUM PEDAÇO DE PAPEL


A poesia num pedaço De papel que eu faço Com lápis ou caneta Até em cima do joelho Pode ser lápis vermelho Ou no sofá da saleta A espera de ser chamado Preciso estar empregado Para o pão de cada dia A mulher e quatro filhos Haja rosca de polvÍlhos E um suco de água fria A pobreza estremece E a gente emagrece Sem perder a paixão Minha morena arretada Ela é eterna namorada Que a amo com devoção! Escrito as 09:06 hrs., de 23/03/2017 por Nelson Ricardo

quarta-feira, 22 de março de 2017

DA ERA DOS MORTAIS


Se eu já andei pelas matas Mananciais e cascatas Desse mundo de meu deus E vi a macaca nas galhas O canto estridente das gralhas Hoje guardo os paços meus Destes pés de um casca grossa A quem interessar possa Sou do mundo dos mortais E não vou ficar pra semente Porque o corpo e a alma sente A força dos vendavais A atitude inda está viva Desde a era primitiva Já é alta madrugada Daqui a pouco rompe a aurora Um dia serei outrora O final de minha jornada! Escrito as 10:43 hrs., de 22/03/2017 por Nelson Ricardo

A MOÇA DAS ÁGUAS DE JÚPITER


O barquinho movido a remos Que navega pelos extremos Das águas de um grande planeta Dentro dele a moça do salto Em Júpiter não tem asfalto Mas tem os bebes de proveta O que é isso, estou sonhando E quem está me tocando Com suas mãos delicadas Apalpando por todo o corpo Eu sinto o doce conforto De uma moça tão encantada Com aquele olhar carinhoso E um perfume tão cheiroso Que meu nariz ta inalando De repente uma coisa tonta E então eu me dei conta Que ainda estava sonhando! Escrito as 09:27 hrs., de 22/03/2017 por Nelson Ricardo

terça-feira, 21 de março de 2017

HOJE BEM BOEMIA


Mas, voltando à poesia Hoje tem boemia Ao som de uma milonga Este pobre seresteiro Esperou o dia inteiro E sabe que a noite é longa Pois na febre de uma paixão Um determinado coração Impulsiona o impossível Sou apaixonado e não nego E sei que o amor é sego Vivo no mundo disponível Mas já com o selo de validade E na triste realidade Um galo perdendo as penas História no fundo da gaveta O tempo todo com a caneta Só escrevendo poemas! Escrito as 18:58 hrs., de 21/03/2017 por Nelson Ricardo

O ANJO DO BANJO


Até que em fim o recomeço O verdadeiro endereço Da poesia sim senhor Eu sou do mundo do tudo Às vezes me faço de mudo E em outras, sou falador E penso no mundo do nada O da mata orvalhada De onde o homem não gosta Ele prefere a cidade Eu vou em busca da felicidade Com minha própria proposta De encontrar o meu anjo Quem sabe tocando banjo Com uma linda coroa em flor E eu já acima dos setenta Quero beber da água benta E abastecer meu peito de amor! Escrito as 17:56 hrs., de 21/03/2017 por Nelson Ricardo

TEMAS PARA UM POEMA


Uma imagem espetacular Que se possa visualizar Pelo menos na imaginação Aquele belo por do sol E o colorido do lençol Mas também o violão Nas mãos de um tocador Que cantando músicas de amor Para os dançantes no salão Eu com minha namorada Numa noite estrelada Inebriante de paixão São alguns dos temas Para se fazer poemas Que tal um raminho de flor Um jantar a luz de velas A bordo das caravelas Sob a batuta do amor! Escrito as 08:09 hrs., de 21/03/2017 por Nelson Ricardo