sábado, 19 de agosto de 2017

UM NINHO DE COBRAS


Vou escrever uma poesia Dedicado a estrela guia Aquela que mudou os meus passos Porque eu andava pra traz O mundo me era sagaz Hoje eu sigo os mesmos traços Faço o que me der na telha Me pico no ferrão da abelha Meu mundo é um ninho de cobras Vivo cercado de traíras Com duas ou três pombas giras Que só vivem fazendo manobras De me pegar na arapuca Até meu primo que se chama Juca Fica jogando pros dois lados Desde que minha estrela guia Saltou do barco Santa Luzia E me deixou de pneus arriados! Escrito as 15:03 hrs., 19/08/2017 por Nelson Ricardo

O BARCO AZUL


Lá vai o meu barco azul Cruzando de norte a sul Tomando nova direção Pelo destino de quem me deu Nem vi quando tudo aconteceu Impulsionado pelo vento da paixão Já cruzei a linha do equador Quero ver o meu amor Que a muito tempo se foi A flor que voou do jardim Mas sei que ela espera por mim Saiu sem me dar um oi Então eu choro que nem criança Mas já mais perco a esperança Preciso dela para amar A sereia do lago profundo Buscarei no fim do mundo Para um novo recomeçar! Escrito as 10:57 hrs., de 19/08/2017 por Nelson Ricardo

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

QUANDO A MÚSICA MEXE COMIGO


Quando a música mexe comigo Eu sinto vontade de estar contigo Beijando teus pezinhos perfumados Quando a música francesa me chama É o coração que pula e clama A estar nos palcos ornamentados Eu danço, pulo e declamo Na estrofe de um verso te chamo Para uns passos esquisitos de ganso Faço funcionar minha ideia Peço aplausos pra plateia E depois paro um pouco e descanso Aí pego o boné e vou embora Nem espero chegar a hora Vou palmilhando toda a rua Em casa chego tristonho Então pego no sono e sonho Que estou namorando a lua! Escrito as 17:27 hrs., de 18/07/2017 por Nelson Ricardo

MERGULHO NO LAGO DO AMOR


A suavidade do teu corpo É que me dá o conforto No sentido de ainda viver Se sou um poeta da escrita Te descrevo como bonita O teu olhar é o meu prazer De juntos colhermos flores Falando de muitos amores No clamor das noitadas Nossos beijos em fulgor Muitas palavras de amor Salve salve as madrugadas Para que sempre assim seja Toda vez que tu me beija O corpo queima de calor Sem tu não sou ninguém E esta noite de novo tem Mergulho no lago do amor! Escrito as 10:11 hrs., de 18/08/2017 por Nelson Ricardo

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

HOJE O AMOR VAI ROLAR


Estou correndo ao teu encontro Corri tanto que estou tonto É que quero chegar primeiro Na hora de tua sesteada Estás com a alma enferruscada Vamos no mesmo travesseiro Até deu uma esquentadinha Não te preocupes linda rainha Abra a porta estou chegando De malas prontas pra ficar E em teus braços descansar Contigo sempre sonhando Saudades do teu cafuné Dos brioches com café Pois quero muito te amar Dispense os empregados E vamos ficar relaxados Porque hoje o amor vai rolar! Escrito as 15:10hrs., de 17/08/2017 por Nelson Ricardo

O SAGRADO APERITIVO


Aquela música leve de outrora É que estou ouvindo agora E nela eu vôo na imensidão Do universo infinito muito alem Sinto que o passado já mais vem Mas é bom flutuar na ilusão Só assim eu fujo da realidade Se estou só, sinto saudade E a saudade sempre machuca Não quero andar só de bicicleta No paralelo ou em linha reta A cidade anda sempre maluca Eu quero dormir um sono leve Deslizando sempre na neve Eu venho do alto do primitivo Dormindo em sonhos te vejo Quero beber do néctar dos nossos beijos Vamos fazer dele o sagrado aperitivo! Escrito as 10:14 hrs., de 17/08/2017 por Nelson Ricardo

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

SONO FUJÃO


Não sei pra onde vou Sei que no memento estou Quase caindo de sono Acontece que de madrugada Mesmo de luz apagada E entregue ao puro abandono O meu sono sumiu de mim Acontece que agora em fim Ele sorrateiramente apareceu Mas agora eu não posso dormir E tenho até que sorrir Do que aconteceu É assim que a gente envelhece Ninguém merece Viver nessa situação Com noites mal dormidas Talvez vidas diminuídas Coisa que não tem salvação! Escrito as 08:50 hrs., de 16/08/2017 por Nelson Ricardo

terça-feira, 15 de agosto de 2017

O MEL DO AMOR


Nessa manhã tristonha Meu subconsciente sonha Em almejar o mel do amor Que mora no coração da amada Ela tem uma alma melada Que é tudo fruto da flor Que nasce na primavera É que a maldita quimera Separa os nossos caminhos Ela tem ciúmes de mim E nosso caso chegou ao fim Não tenho mais seus carinhos A solidão de mim se apossou Mas porem ontem ela ligou Dizendo que quer reatar Que está muito arrependida E chorando de tão sentida Diz que volta pra gente se amar! Escrito as 11:28 hrs., de 15/08/2017 por Nelson Ricardo

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

COM DESTINO AO PACÍFICO


Na calmaria que a gente quer Seja homem ou seja mulher É na estrada que se segue viagem Com destino ignorado Eu vou de ônibus lotado Tem um rio que não é miragem E por cima passa uma ponte Que do alto se avista um monte O monte das cordilheiras Ouço no rádio uma estação chilena Bandonion, violão e um poema Na estação já tem fileiras Esperando para embarcar Querem ir para a beira do mar E então empolgado eu fico Ser feliz é tudo o que eu preciso Quero me instalar em Val Paraíso As margens do Oceano Pacífico! Escrito as 17:56 hrs., de 14/08/2017 por Nelson Ricardo

AI QUE ME BATENDO SONO


Ai que me batendo sono Sou liberto sem dono Ouço uma voz feminina Vinda dos lados de Paris Que me torna mais feliz Ao vento leve da colina E ela canta mais do que nunca Parece me beijando a nuca Com apenas vinte e oito anos Isso é o que eu imagino Sou vaidoso e de faro fino Estou armando meus planos Pra cima de uma bela ao lado To ficando incomodado Pelas safadezas dela Passa piscando o olho pra mim Me chama pra conversar no jardim Entrar no seu quarto pela janela! Escrito as 15:28 hrs., de 14/08/2017 por Nelson Ricardo

ÓPERA DA VIDA


Música não rima com nada Numa manhã ensolarada E com um ventinho batendo na cara Estou pensando na vida Que apesar de as vezes dolorida Ela é uma joia rara Cuidado com os tropeços na estrada Que anda muito esburacada E o perigo da eminência É sempre mais do que constante Ouvindo uma ópera interessante Procuro afinar a consciência Querendo prolongar a vida Pra que não seja destruída Mas porem bem aproveitada Procurando evitar a gastansa Pesando tudo na balança E seguindo firme nossa jornada! Escrito as 10:33 hrs., de 14/08/2017 por Nelson Ricardo

domingo, 13 de agosto de 2017

BOLA NO BATE REBATE


Estou assistindo ao jogo O brasileirão é fogo É um toma lá dá cá Bola no bate rebate Quando não acaba no empate Ganha o time do lado de lá Jogador cai e levanta Dá uma sede bebo uma fanta E como um cachorro quente Ou um pastel de barraca E quando o centro avante ataca É a torcida que sente E se a bola balança a rede Aí é mesmo que dá uma sede E eu ataco de coca cola E gritando que nem um louco Me sufoco eu paro um pouco Enquanto a gorduchinha rola! Escrito as 16:11 hrs., de 13/08/2017 por Nelson Ricardo

PAI


Papai, papai por onde andas Que que fazes que não mandas Um pequeno sinal de vida Eu sei que tão longe estais Hoje é dia dos pais E minha missão cumprida Nesse dia de mês de agosto Dar-te um beijo no rosto E um abraço de felicidade Mas a muito você foi embora A verdade não ignora Mora no reino da eternidade Então hoje eu queria desejar Em nome dos céus abraçar Cada pai com os beijos meus Espalhados por esse mundo Com todo o amor profundo Em nome do grande pai que é Deus! Escrito as 09:56 hrs., 13/08/2017 por Nelson Ricardo

sábado, 12 de agosto de 2017

FORTES RAJADAS DE VENTOS


Lamento, mas não te quis Desejo que sejas feliz Ingênuo, me precipitei Se for possível me perdoa E vamos continuar numa boa Tenho consciência que errei Fortes rajadas de ventos Na data que marca novos tempos E o assunto está proposto Cada dia uma nova era Logo, logo vem a primavera Deixando pra traz o mês de agosto No relógio o ponteiro não para A vida nos é tão cara Então, ser feliz é preciso Enfrentando de peito aberto Sem deixar de ser esperto E muito menos perder o juízo! Escrito as 15:57 hrs., de 12/08/2017 por Nelson Ricardo

NAS ÁGUAS DO CANADÁ


Se não tenho nada pra fazer Então eu vou aqui cozer Mais uma peça de poema Com tesoura, agulha e linha Decisão e ideia minha E a graça da bela morena Que enfeitiçou-me de amor As vezes eu sinto uma dor Que se transforma em saudade Essa pessoa sempre mexe comigo E não existe pior castigo Quando se busca a tal da felicidade É que a fulana já é comprometida Uma história muito cumprida O melhor é deixar pra lá Vou arrumas as malas e viajar Eu quero ir embora me refrescar Nas águas frias do Canadá! Escrito as 12:46 hrs., de 12/08/2017 por Nelson Ricardo

BIA


Sem muitas delongas Saudade de minhas congas Que usava quando menino De pintinho a frangote Corrente linda no cangote Tão esperto e faro fino De olho pra cima da bia Usando a sabedoria Querendo despetalar a flor Verdadeira laranja de umbigo Ela não quis namorar comigo Eu queria tanto o seu amor Mas o tempo então passou E o destino me empurrou Para escrever outra história Hoje sou grande amigo da Bia Mas nosso romance toda via Tenho guardado na memória! Escrito as 10:02 hrs., de 12/08/2017 por Nelson Ricardo

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

UM CORAÇÃO DESERTO


Sou um coração deserto E afirmo que por certo Foi com o passar dos tempos Um sistema arenoso tomou conta Mas é que a verdade aponta Que tudo mudou com os ventos E a lembrança guardou na memória Que nem nos livros de história E lugares nenhum estão Mas que eu trago muito bem guardado Nos arquivos empilhados Do meu desértico coração As folhas brotando da emoção Para esperar a primavera da razão Sim, e que o simbolismo da flor Traz do seu néctar o bulbo brotando E depois tudo vai englobando A flor sempre rima com o amor! Escrito as 18:05 hrs., de 11/08/2017 por Nelson Ricardo

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

DEZESSETE E DEZESSETE


Acabei de chegar de fora Estou conferindo a hora São dezessete e dezessete Eu vou tomar um chimarrão Escute e preste a atenção Vou pegar minha camionete Ela tem o poder de voar Por Deus que quero cruzar Por mundos desconhecidos Adeus Terra oceanos e matas Adeus lindas loiras e mulatas Guardem seus sussurros e gemidos Que minha rural willys é boa Cruzarei por sobre Lisboa Barcelona, Madri e Paris Adeus querida humanidade Eu vou sobre o ar da liberdade Pois tudo que quero é ser feliz! Escrito as 17:30 hrs., de 10/08/2017 por Nelson Ricardo

CORAÇÃO FULMINADO


E aí que eu volto então Ao encontro da paixão Que surgiu assim de repente Eu estava olhando pro teto Fulminou meu coração completo E também a alma e a mente E agora o que é que eu faço Preciso acertar o paço Da direção mais acertada Pra não me deixar levar De repente me embriagar Para não tomar a direção errada Ela chegou assim de vagarinho Falando com todo o carinho Trazida pelo vento do aroma Já me deixando entusiasmado Ébrio do amor embriagado Ela é de fato uma bela dona! Escrito as 14:08 hrs., de 10/08/2017 por Nelson Ricardo

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

COLHENDO FLORES


Estou lembrando da morena Se eu for escrever um poema Será que sai alguma coisa que preste Recordando de muitos amores Ou quem sabe colhendo flores Num bosque do tipo campestre A loira também me cai na lembrança Se a memória ainda alcança Faz poucos anos a traz Um, dois, três ou quatro História com um longo relato E esquecer disso não sou capaz E a saudade não sai do peito Queria achar um jeito De reencontrar novamente Para matar a saudade Quem sabe o retorno da felicidade E o florescer de uma nova semente! Escrito as 22:46 hrs., de 09/08/2017 por Nelson Ricardo

AQUELA MÚSICA QUE ENCANTA


Aquela música que encanta Numa voz mais do que santa Quando voam os albatrozes Com certeza são vocês femininas A atingirem ouvidos e retinas São um conjunto de vozes Que talvez venham da Europa O meu sexto sentido topa Em outra coisa concordar Estou em paz com os meus sentidos Talvez sejam vocês dos Estados unidos Coisas que me fazem sonhar Com meu amor do passado Que a muito me deixou de lado Enterrado na eterna solidão Eu ouço um eco não sei de onde Acho que meu amor responde E me faz voar nas asas a ilusão! Escrito as 16:54 hrs., de 09/08/2017 por Nelson Ricardo

terça-feira, 8 de agosto de 2017

ERA APENAS UM SONHO


No silencio nada escuto Não consigo alcançar o fruto Que está no alto da copa E por isso fico rubro Pego uma escada e subo E então desço na Europa Mais precisamente na Espanha Ou na Holanda ou Alemanha Então monto meu cavalo inglês Não posso amassar meu terno Embarco num trem moderno Falando meu pobre português Com a menina sentada ao lado Fico todo entusiasmado Ela falando a sorrindo pra mim Batia um vento forte e medonho Quando eu acordei de um sonho E a viagem chegou ao fim! Escrito as 23:22 hrs., de 08/08/2017 por Nelson Ricardo

UM BANDO DE LOUCOS NA MATA


Então vamo que vamo As músicas que gamo Guaranhas paraguaias Nos entranhamos no mato Com lanche pronto no prato Querendo fugir das vaias Na hora da declamação Eu pretinho de carvão Por cozinhar a comida Uma rede armada nos galhos Já sesteando sem atrapalhos Comemorando a existência da vida Lá muito alem de Paquetá Já próximo a Belém do Paraná Quem nos viu que tenhas dó Uma índia fui tirando E daí saímos dançando Um tal de carimbo! Escrito as 15:28 hrs., de 08/08/2017 por Nelson Ricardo

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

EMBRIAGADO NA UTOPIA


Acordei no meio da noite A insônia é um açoite Mas não foi o que me deu É preciso falar a verdade Olhei em volta e senti vontade E foi então o que aconteceu E já estou aqui escrevendo Que importa o relógio correndo Que pra mim não tem hora não Depois eu volto pra cama Ao lado de quem me ama E por quem a amo de paixão Nem que seja no faz de conta Porque a consciência aponta De que na cama não tem nada Que ela está fria e fazia É que me embriago na utopia Na solidão da madrugada! Escrito as 03:15 hrs., de 08/08/2017 por Nelson Ricardo

O FAROL DA BOATE


Vai vida que continua Ao sabor da luz da lua Ou então sob o farol da boate Lembro quando criança Que a memória ainda alcança E aí a saudade me bate Há há, meu Deus do Céu Tudo ficou no beleléu E o tempo de hoje é o que importa A música romântica na vitrola E a gata de hoje que não me dá bola E é aí que a coisa entorta A tristeza novamente bate E ainda lembro da boate Sei que nem ela existe mais Então eu volto da rua E na janela apreciando a lua E ouvindo o canto dos pardais! Escrito as 20:28 hrs., de 07/08/2017 por Nelson Ricardo

O EDIFÍCIO CHAMADO CÉU


As folhas são de um tom verde Com gotas que matam a sede No orvalho da natureza Da mata virgem do mundo E o mergulho é profundo Tem braços e tem destreza E o olho d’água é imenso Acima há um jardim suspenso Na mata virgem do sertão É por ali que mora o vento E também a balança do tempo Para medir o peso da imensidão E descobrir a resposta Que está bem na encosta Do formato do chapéu Lá estão os anjos meus No portal da casa de Deus Do edifício chamado céu! Escrito as 15:53 hrs., de 07/08/2017 por Nelson Ricardo

O NINHO DA LIBERDADE


Nessa manhã maravilhosa Sinto um perfume de rosa Entrando narinas a dentro E de um alimento temperado Com folhas de alho picado E um pouco de pimenta e coentro Que mais eu quero da vida Acho que encontrei a saída Do caminho que leva a felicidade Um meigo ar de primavera Que feliz que eu era Morando no ninho da liberdade Quando menino que brincava E muitas vezes trepava Com a filha da vizinha No pé carregado de goiaba Ela fazia carinha de brava Porem hoje é inteiramente minha! Escrito as 11:11 hrs., de 07/08/2017 por Nelson Ricardo

sábado, 5 de agosto de 2017

NAS TABERNAS CUBANAS


Ai que paloma bonita Que meu coração se agita Quando vê esse pássaro voar Que flutua pairando no céu Então eu tiro meu chapéu E também queria decolar Para o mundo da ilusão Bela noite de verão Claras luzes na cidade E nas tabernas se dança E é quando a gente alcança A plena felicidade Numa rumba abençoada E a salsa bem balançada Nas ancas da morena Quando pego ela pelo braço E a chamo para o amasso E em seu ouvido digo um poema! Escrito as 14:43 hrs., de 05/08/2017 por Nelson Ricardo

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

O VENENO ALGOZ


Canta menina canta Levanta meu astral levanta Que eu quero flutuar na imensidão E afogar as minhas mágoas Nadando suavemente em tuas águas Pra fugir dessa algoz solidão Canta em francês canta Que minha sede é tanta De ouvir a tua voz Penetra leve em minha alma Porque teu charme me acalma Eu fujo desse veneno algoz Que corta meu coração Quero mergulhar na ilusão No oceano do teu ser E plantar em você a semente do amor Pra que logo brote o fruto da flor Menina linda você é o meu prazer! Escrito as 11:03 hrs., de 04/08/2017 por Nelson Ricardo

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

AS TARDES DOS ANOS SESSENTA


A alegria da gente É aquilo que se sente Quando sentamos na praça Numa bela tarde de verão Ali a beira do calçadão E a menina passa de graça Com aquele charme feminino E quando se ouve o hino A música da mulher bonita Meu coração pula de alegria Perdendo as rédeas da harmonia E então ele pulsa e palpita Aquela praça dos anos sessenta Que na lembrança representa A estirpe de uma sociedade No clube da União Operária Na minha visita quase diária Aquilo é que era felicidade! Escrito as 21:58 hrs., de 03/08/2017 por Nelson Ricardo

UMA GAIVOTA POR SOBRE AS ONDAS


Eis uma gaivota a voar Pelas nuvens a cima do mar Lá vou eu numa lancha passageira Quebrando as ondas ao vento E girando a roda do tempo Enquanto se desfolha a roseira No jardim a beira da estrada Flores brancas, e amareladas Por todos os lugares que passei Enquanto a menininha crescia Belos sonhos eu dormia Até que um dia ganhei Os beijos da soberana mulher Numa sala de cinema qualquer Na sena o ronco de um motor Começavam longos tempos de gloria E nos livros o escrito de uma história E a bênção de Deus ao nosso amor! Escrito as 17:10 hrs., de 03/08/2017 por Nelson Ricardo

A SARITA


Quando a saudade chega Derreto igual manteiga E as lágrimas descem a baixo Haja lenço pra enxugar Mas agora vou te contar É no apartamento que eu encaixo E fico lá escondido Procurando o sexto sentido Que foi e não mais voltou Comigo mora a Sarita Se eu falho ela me frita Outro dia me cobrou Que eu fosse mais atento Dizendo que sou lento Que preciso de uma tunda E que a qualquer hora Ela me bota pra fora Com um bendito pé na bunda! Escrito as 11:49 hrs., de 03/08/2017 por Nelson Ricardo

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

EUNICE


Desde os tempos de menino Percebi que meu destino Era fugir sempre da dor Era um garoto que como eu Tão logo percebeu Que tinha nascido para o amor Quando que no pé da colina Morava uma menina A mais linda do lugar Foi num baile de casamento Que o nosso sentimento Não parou de apontar A fonte dos bons carinhos Que eliminamos os espinhos Que pudessem nos machucar Eu reconheci linda flor Onde Eunice seria o meu amor Pra vida inteira me namorar! Escrito as 15:27 hrs., de 02/08/2017 por Nelson Ricardo

A PALOMA QUE VOA


O sono me bate então Quero ouvir uma canção Uma Paloma que voa E eu um pobre pescador Tentando pescar o amor Pra ajudar-me da canoa Pois os remos estão pesados E o corpo muito cansado Pelo pobre coração vazio Na solidão de sua canoa Precisando voltar a uma boa E fugir deste imenso frio Se a gata gosta de peixe Eu já pesquei um feixe Com o cadarço do sapato E se o destino relata Eu terei a minha gata Na companhia do gato! Escrito as 07:53 hrs., de 02/08/2017 por Nelson Ricardo

terça-feira, 1 de agosto de 2017

A MORENA DO CARIBE


O que que alguém cantando Divinamente entoando A música lá Paloma Não nos leva a inspiração Durante a mastigação De uma bala de goma Foi o que aconteceu comigo Eu estava de castigo Numa cidade caribenha E tinha uma morena exibida Que me pediu uma bebida Eu disse bem alto, venha O que tu bebes minha flor Ela respondeu, meu amor Estou queimando de desejos Numa fúria muito louca Deixa eu invadir tua boca E sugar o néctar dos teus beijos! Escrito as 17:34 hrs., de 01/07/2017 por Nelson Ricardo

A BATALHA DO AMOR


Canta, canta capricho cigano Que pode ser que para o ano De dois mil e dezoito Eu volte aí na tua casa Pra isso vou ter que criar asa Prepara um café com biscoito Daqueles dos velhos tempos Tudo sumiu com os ventos Mais a saudade inda resta De quando tu dançavas uma salsa Ou eu te arrastava pra valsa Tudo isso antes da sesta Na cama de lençóis de seda Na tua casa na alameda De saudade estou sofrendo Isso já faz mais que uma era Eu sei que ainda me espera Me chame e eu volto correndo! Escrito as 15:49 hrs., de 01/08/2017 por Nelson Ricardo

A BATALHA DO AMOR


Vai começar a batalha Quando a cultura encalha Se procura um outro jeito Então se aguça os desejos De degustar longos beijos Seguindo um bom preceito Tem que ser de um modo color Que bem combine com o amor Na sacada do apartamento Ou nas asas de um avião Sobre voando o sertão Bate forte o sentimento Da menina da favela Que de todas a mais bela A paixão brota da dor E o passarinho tico tico Que representa o menino rico Crava em seu peito o amor! Escrito as 11:18 hrs., de 01/08/2017 por Nelson Ricardo