sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

ABRINDO AS CORTINAS


Vamos abrir as cortinas
Do teatro das cantinas
E dos bordeis dos pensamentos
Muito alegre cantemos
E os nossos versos oferecemos
Para os bons entendimentos

Dos corações que almejamos
Vem aí a troca de anos
E o carnaval logo em seguida
Vou meter-me em fantasias
Pra desfilar em alegorias
Nas passarelas de minha vida

Porque as mulatas do samba
Me deixaram de pernas bambas
Até o dia clarear
Quero roubar um coração
E resolver minha situação
Para a vida inteira sambar!

Escrito as 19:57 hrs., de 15/12/2017 por
Nelson Ricardo

MÁGOAS DE UM SOLITÁRIO


Eu preciso encontrar o meu caminho
Este mundo de tanto espinho
Já encheu meus olhos d’águas
Por todas as tristezas que tenho
E por isso eu venho
Desafogar as minhas mágoas

Da perda da minha amada
Que numa certa madrugada
Pegou sua mala e viajou
Sei lá pra onde ela foi
Saiu sem ao menos me dar um oi
Meu coração quase enfartou

Caí na estrada do mal
Quem sabe agora no natal
Ela se enfeite de flor
E volte pra mim numa boa
Com sua presença em pessoa
Em nome do nosso amor!

Escrito as 10:54 hrs., de 15/12/2017por
Nelson Ricardo

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

PAPAI NOEL DE SACO CHEIO


E vamos digitar novamente
Talvez a inspiração no repente
Floresça e me de amor e emoção
E haja sorvete numa tarde calorenta
Os sabores são; alho e pimenta
E salve, salve a chegada do verão

Trazendo papai Noel de saco cheio
E mais outro saco pelo meio
O velho Nicolau já está um caco
Séculos e séculos labutando
Perdendo as forças e definhando
Quase já não anda de tão fraco

Venha Noel visitar os pobres
Para de adular os nobres
Venha de pressa, te mexe
Tu é puxa saco do Gedel Lima
Eu acho que tu levas propina
Da coca cola e da Odebreche!

Escrito as 15:40 hrs., de 14/12/2017 por
Nelson Ricardo

VIRA LATA APAIXONADO



Vamos lascar na poesia
A felicidade se inicia
No ponta pé do jogo
O corre corre é um atraso
A minha vida não vem ao caso
Eu não me atiro no fogo

Não sou louco nem nada
Sou o poeta da madrugada
Passeador de calçadão
Bermuda e chinelo de dedo
Não escondo nenhum segredo
Que gosto de por na mão

Um galho de flor pra donzela
Depois deitar ao lado dela
Como manda um cara de pau
Pedindo, não me mal trata
Sou seu cão vira lata
Beijinho, beijinho, uau au!

Escrito as 09:35 hrs., de 14/12/2017 por
Nelson Ricardo

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

OCEANO DE POESIAS


Nos não queremos utopias
O mundo precisa de poesias
Mas também caldo de cana
E mel chupado no favo
Do primeiro dia ao oitavo
No calendário da semana

Precisamos de harmonias
Bolo recheado de poesias
Com cobertura de canções
E alguns enfeites de ameixas
Não queremos ouvir queixas
Mas aceitamos ilusões

A loira e a morena
Adoram ouvir um poema
E o cantar das cotovias
Eu dou meu grito rotundo
Vamos inundar o mundo
Criando um oceano de poesias!

Escrito as 16:22 hrs., de 13/12/2017 por
Nelson Ricardo

MORENA DA COR DO ARCO IRIS


Não posso parar de sonhar
Mas agora tenho que andar
Esquecer o dia de ontem
Comer o doce do pires
E passar por baixo do arco Iris
E também por muitos horizontes

Podem me chamar de louco
Mas eu não estou nem um pouco
Com que os outros estão pensando
Estou comendo brócolis e mamão
Por favor segure a minha mão
Você é quem estou amando

Morena do corpo dourado
Esteja sempre ao meu lado
Que na volta de dou uma flor
Quando passar a minha loucura
Te jogo num mar de ternura
E num oceano de amor!

Escrito as 14:45 hrs., de 13/12/2017 por

Nelson Ricardo

NO CORAÇÃO DA MULATA


Eu não quero nem saber
Se o tacho vai ferver
Mas hoje eu vou à festa
Talvez eu rode a baiana
Nesse meio de semana
Outra coisa não me resta

A não ser lascar fogo
Se a vida é um jogo
Então eu quero jogar
Com as cartas sobre a mesa
Porque tenho certeza
Que hoje eu vou ganhar

O coração da mulata
E ir-me embora pra mata
Viver longe da cidade
Porque a vida é sofrida
E lá eu vou viver a vida
Nos braços da felicidade!

Escrito as 09:36 hrs., de 13/12/2017 por
Nelson Ricardo

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

NOVELA DA VIDA REAL


Hoje vai ter o quinto
Com um cálice de vinho tinto
E canapés de caviar
São poemas a reveria
Caracteres que dão poesia
Então vamos digitar

Que conosco é desse jeito
E que vai ficar perfeito
Com o coração em chamas
Pela moça da novela
Que a cada dia mais bela
E que já disse que me amas

Também quero ser ator
Pra viver um grande amor
Na novela da vida real
Desde o começo do romance
Que esse amor alcance
Uma eterna vida nupcial!

Escrito as 19:24 hrs., de 11/12/2017 por
Nelson Ricardo

CORAÇÃO SAFADO


Fazer mais um poema
Com a alma serena
E o coração mui safado
Não pára nem um pouco
Com atitudes de um louco
Que me deixa descontrolado

Sou eu que mando nele
Mas a verdade é que ele
É muito desobediente
E me manda pra gandaia
A traz de um rabo de saia
Me larga na chapa quente

E o pior é que gosto
Pois hoje eu aposto
Que vou parar nas tabernas
Até amanhã bem cedo
Sair de lá sujo e azedo
E cambaleando das pernas!

Escrito as 17:00 hrs., em ponto de 11/12/2017 por
Nelson Ricardo

EM CAPÃO DA CANOA


A minha novela escrita
É quando em que eu faço visita
A uma determinada pessoa
Ali na Praça do Farol
Eu ascendo o lampião do sol
Em Capão da Canoa

E pesco o navio das arábias
Daquelas deusas tão sábias
Que já nem sei o que falo
Sonhando estar em Lisboa
Mas estou em Capão da Canoa
E numa casca de banana resvalo

Sou segurado por um braço
E vejo na areia um paço
De um pequeno pé a toa
Desmaio e acordo em Madri
Mas estou aqui
Em Capão da Canoa!

Escrito as 16:07 hrs., de 11/12/2017 por
Nelson Ricardo

MORDENDO A FRONHA


Ao invés da hipocrisia
Eu escrevo poesia
Porque sou um poemeiro
Chega me doer à bunda
Quando meu corpo se afunda
Pra ficar dias inteiros

Só digitando poemas
Falando das morenas
E das loiras sem vergonhas
À noite fico todo soado
Com o travesseiro rasgado
De tanto morder as fronhas

Já quebrei duas cadeiras
Por ficar a noite inteira
Na frente do computador
Eu não quero nem saber
Mas um dia vou ter prazer
Com a morena meu amor!

Escrito as 10:39 hrs., de 11/12/2017 por
Nelson Ricardo

domingo, 10 de dezembro de 2017

NOS CARACÓIS DA PRIMAVERA


No que eu caí na gandaia
Domingo à tarde na praia
Mais ou menos cinco e meia
A morena da pele bronzeada
Verdadeira sereia encantada
As vezes chave de cadeia

Mas desta vez ela não era
Com uma flor de primavera
Nos caracóis de seus cabelos
Então passei por perto dela
Certificando que era tão bela
Lá fui eu com meus apelos

Mandou-me catar coquinhos
Mas fui chegando aos pouquinhos
Com meu perfume de flor
Comecei fazer meus planos
Isso foi à muitos anos
Que eu roubei o seu amor!

Escrito as 16:06 hrs., de 10/12/2017 por
Nelson Ricardo

sábado, 9 de dezembro de 2017

A GEOGRAFIA DO TEU CORPO


É hora de voltar à escrita
Falando de mulher bonita
Estou ligando o computador
Por ordens dos grandes sábios
Quero poetar os teus lábios
E te chamar de meu amor

Os pernilongos me picam
E meus olhos acesos ficam
Quando vejo tua fotografia
Eu nem sei se tu existe
Mas o meu pensamento persiste
E quero ler tua geografia

Todo o mapa do teu corpo
Serei um apaixonado morto
Se me deres o cartão vermelho
O teu jeito tem ternura
Não precisa nem de pintura
Aqui em casa nem tem espelho!

Escrito as 20:00 em ponto de 09/12/2017 por
Nelson Ricardo

ENTRANDO DE SOLA



Quis me cair as calças
Uma bermuda sem alças
Já muito velha e surrada
Minha mulher tirou o vestido
Bateu-me o sexto sentido
De que ela estava excitada

E no momento da coisa dura
Soprou o vento da ternura
Larguei o copo de sorvete
Que eu estava tomando
E fui logo me preparando
Era a hora de meter o cacete

E começou o deita e rola
Foi quando entrei de sola
Gemendo sem sentir dor
E ela cheia de sarcasmos
Em nossa mistura de orgasmos
Consumamos o nosso amor!

Escrito as 15:3 hrs., de 09/12/2017 por
Nelson Ricardo

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

TEU PUNHAL TEM VENENO


Se o teu punhal tem veneno
Prefiro dormir no sereno
La no fundão do jardim
Mas por favor minha bela
Solta um cobertor pela janela
Faz só esse favor pra mim

Já que não quer meus carinhos
Vou apreciar os passarinhos
Cantando em volta de mim
Então que aí dentro tu me atacas
Com essas mãos que seguram facas
Premeditas o meu fim

Já que a paz não te merece
Meu amor cada vez mais cresce
Inundando toda minha alma
Sabes de uma coisa, pode me matar
Mas eu vou entrar pra te amar
Se não me queres, me mate com calma!

Escrito as 18:02 hrs., de 08/12/2017 por
Nelson Ricardo

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

O BRILHO DOS VITRAIS

O que é que vou por no papel
Falar que ouvi um tropel
De muito longe alguém especial
Que veio das nuvens descendo
Era uma anja me trazendo
Um belo cartão de natal

Uma loira fantástica por demais
E eu gritei, ascendam os castiçais
Que meu prêmio Nobel chegou
Aquela anja toda de vermelho
Entrou e foi direto ao espelho
Depois sorrindo me abraçou

E eu perguntei se podia
Ela disse não ser utopia
Eu sou o brilho dos vitrais
Minha vida então mudou
E meu coração notou
Que viver é bom de mais!

Escrito as 17:00 hrs., de 07/12/2017 por
Nelson Ricardo

O LOBO MAU DAS CAVERNAS



A nave dos pensamentos
Abre-me a porta dos argumentos
Quero a poltrona da sabedoria
Vamos voar alem da história
E guardar no computador da memória
Este é o submarino da utopia

A furar os anéis de saturno
Com a ponta direita do coturno
Do general do século dezoito
Escuta aqui minha bela nega
Sirva-me um café com manteiga
Fatia de queijo e um biscoito

E sente-se cá do meu lado
Saiba que estou apaixonado
Pelas curvas de tuas pernas
E esse corpo para desfrutes
Sempre apreciei teus quitutes
Eu sou o lobo mau das cavernas!

Escrito as 13:24 hrs., de 07/122/2017 por
Nelson Ricardo

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

AS LÁGRIMAS DE UMA FLOR


A flor do jardim que murchou E nunca mais desabrochou, Da flor rolam lágrimas no chão Essa flor que originou o jardim Morreu deixando a solidão pra mim E hoje eu sou a vítima da solidão A flor que hoje mora no céu Deixou-me rolando ao beleléu Para a tristeza do gato que mia Todo dia bebe leite no pratinho Vive tão triste o pobrezinho Vitima da solidão e da agonia Depois de beber tudo lambe o prato Este mundo velho ingrato Que já deu o que tinha que dar A flor que falo usava vestido E um cabelo longo e colorido Só tenho saudades para chorar! Escrito as 20:26 hrs., de 05/12/2017 por Nelson Ricardo

O TEATRO DO BOM VIVER


O sono bate de repente Dá uma moleza na gente Os olhos vão se fechando E é um abrir e fechar de boca Nunca vi coisa mais louca Fico então cochilando Em plenas duas da tarde Um sol de verão que arde E haja água pra se beber Não teve jeito fui à cama Viver é sempre um drama Esse é o teatro do bom viver Acordei e estou de volta A inspiração se solta E eu digo graças à Deus E já fui logo digitando E agora estou postando Mais um poema dos meus! Escrito as 16:23 hrs., de 05/12/2017 por Nelson Ricardo

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

OCEANO DE AMOR


Se a canoa não virar Então eu vou navegar No teu oceano de amor Nas águas quente do teu corpo Vou mergulhar nesse conforto Tua ausência me causa dor Em sonho te acaricio Pra que tu acordes no cio Nessa canoa cabe nós dois Tudo muito apertadinho Sou obrigado te dar carinho Mais o que acontece depois A canoa segue andando E nos ali namorando Por determinação de Deus Aqui o poema que compus Falando de nos dois nus Com tu presa nos braços meus! Escrito as 16:24 hrs., de 04/12/2017 por Nelson Ricardo

A ALMA DO POETA


Sobre o texto de um verso A ser lido em todo o universo E na plataforma de um trem Que leva a alma do poeta Escrito sobre a rima direta Poema que vai e que vem Coração falando de amor De tristeza e de dor De sofrência e compaixão Nos pousos e estalagens Embora se tornando miragens Surta um pobre coração Que não tem onde morar Fica o dia e noite a pulsar Dentro de um coração vazio Sou eu mesmo esse cara Esse coração é joia rara Chorando rasgou o peito e partiu! Escrito as 13:55 hrs., de 04/12/2017 por Nelson Ricardo

LANÇAR UM LIVRO


Estou aqui, a pensar É hora de recomeçar Novo dia, momento novo Vender livro na praça Bem onde o povo passa Semeando letras pra o povo E tudo isso sobre o crivo Da renda que vier do livro Que pretendo escrever E lançar da ponte do Guaíba Pra que o velhinho lá de riba Dê-me um melhor viver É apenas isso que quero Viver bem eu considero Que estarei realizado Pra mim é sempre um prazer De poder bem escrever E ser um poeta considerado! Escrito as 09:11 hrs., de 04/12/2017 por Nelson Ricardo

sábado, 2 de dezembro de 2017

UM BROTO EM FLOR


Chegou a hora do sorvete Já mandei um bilhete Para eterna amada amante Que usa o anel que eu dei Fui eu mesmo que lapidei Aquele bruto diamante Com a língua que Deus me deu Foi a Sofia que me vendeu Aquela mesma da novela Que passa no horário das nove As vezes o destino promove O encontro da loira mais bela Que brotou no meu quintal E que na véspera do natal Selamento sem perdão A loira é um broto em flor Onde fala mais alto o amor Mergulharemos num poço de paixão! Escrito as 15::25 hrs., de 02/12/2017 por Nelson Ricardo

FOLHAS SECAS DO PASSADO


Quando a tristeza invade Entra o canto da saudade Recordações dos velhos tempos Folhas secas forrando o chão Navegando no barco coração Com aquele pano aos ventos Hoje está tudo mudado Meu pé pisou no passado E suas marcas ficaram nas areias Cinzas de outrora ainda inundam Hoje os barcos pequenos afundam No mundo escuro das sereias Um dia esse barco atraca Hoje sou batedor de matraca Num barraco da periferia Virei porteiro de cabaré O fim da vida tu já sabe como é Só olhar é toda minha alegria! Escrito as 13:11 hrs., de 02/12/2017 por Nelson Ricardo

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

PERFUME DE ANIS


Até que em fim, cheguei No momento não encontrei A sindica do meu pedaço Estou moído de cansado Mas muito conformado Venha me dar um abraço Que eu te dou o meu carinho Não mais me deixe sozinho Querida amada minha Se errei peço perdão Do fundo do meu coração Minha eterna rainha Que cheira perfume de anis Não posso viver feliz Sem você no seu trono Prometo não guardar mágoa Sou um peixe fora d’água Quando estou no abandono! Escrito as 17:02 hrs., de 01/12/2017 por Nelson Ricardo

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

NAS ENTRE LINHAS DA MULATA


Hoje não deu pra poetar Porque tive que me ocupar Com os afazeres da vida Estou te mandando um oi O dia de hoje se foi E a noite será comprida Com a lua de quarto crescente Perdão meu povo eminente Amanhã é sexta feira Dia primeiro de dezembro Ontem o que foi nem me lembro O vento sacudiu a roseira E as flores foram-se ao chão Da semente brotou a paixão E não é que perdi o rumo Nas garras de uma certa gata E nas entre linhas da mulata Meu eterno sonho de consumo! Escrito as 19:46 hrs., de 30/11/2017 por Nelson Ricardo

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

NA GAVETA DOS SONHOS DE AMOR


Estou atrasado no pedaço Mas, em minutos eu faço O chão da poesia tremer São dezessete e trinta e oito Um chá de funcho com biscoito E geleia de frutas para eu comer Entre o Pacífico e o atlântico Existe um poeta romântico E esse poeta é um sonhador Sou de fevereiro e de aquário Meus poemas guardo no armário Na gaveta dos sonhos de amor E é assim que fui urdido Sou um poetador já curtido Dos tombos que a vida me deu Desse jeito ninguém me quer Outrora uma bela mulher Por outro de mim se esqueceu! Escrito as 17:48 hrs., de 29/11/2017 por Nelson Ricardo

FRUTOS E BEIJOS


É só querer que a coisa anda Eu quero dançar ciranda Em volta do bem querer Desfolhar o mal me quer Para saber se aquela mulher Um dia vai me acolher Nos braços da felicidade Quero ter a liberdade De colher frutos e beijos Da balconista menina Da fruteira lá da esquina Que me inunda de desejos Tudo por conta do destino Tenho a alma de menino E um coração saltitante Saudade dela é um castigo Se ela não quer ficar comigo Que me aceite como amante! Escrito as 09:57 hrs., de 29/11/2017 por Nelson Ricardo

terça-feira, 28 de novembro de 2017

VENDO A TARDE PASSAR


Estou voltando poetar Vendo a tarde passar A poesia é meu vício Já estou acostumado Cozer meu verso rimado É assim desde o início Cada dia desta vida Aponta uma saída Rumo à felicidade Com o vício de cheirar a flor Eu embriago-me de amor Sem perder a liberdade É porque a paixão me consome Trago o apetite da fome De saciar-me da beleza E das delícias da mãe vida Minha iguaria preferida É sempre a mulher com certeza! Escrito as 16:44 hrs., de 28/11/2017 por Nelson Ricardo

FLOR DO CAMPO


Preciso muito me acalmar Estou a ponto de brigar Mas não é isso que eu quero não Comprei um buquê de rosas Das vermelhas e charmosas Pra quem eu amo de paixão É você minha flor do campo Pego a garrafa e destampo Vamos beber na mesma taça A seiva fresca do amor Porque você merece uma flor Por favor me beija e me abraça E deixa o resto comigo Me tira desse castigo De dizer que não me quer Se não eu peço socorro Sem você eu sei que morro Minha vida é você mulher! Escrito as 112:47 hrs., de 28/11/2017 por Nelson Ricardo

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

A BAGUNÇA TA FORMADA


Levando tudo a soco Neste mundo louco Onde não se entende nada É um mundo de bandidagem Por quase todas as paragens A bagunça ta formada É ladrão pra todo o lado Senador e deputado E presidente da nação Todo mundo rouba um pouco Nesse pais tão louco Eu quero revolução Porque o povo está enfermo Quero ordem no governo Boa educação e saúde Que as crianças desse país Possam crescer e ser feliz Na formação da juventude! Escrito as 20:23 hrs. 27/11/2017 por Nelson Ricardo

UM CEDRO DE CEM ANOS


Depois de um pouco refrescado E um copo de suco gelado Vou pras águas frescas da vida Na lembrança de um pobre homem Pois as coisas vêm e somem Com as horas passando em seguida Setenta anos passados Documentos já bem amassados Pois eu sou do tempo antigo Como um cedro de cem anos Sendo engolido pelos desenganos Sei que o fim será um castigo Mas o que há de se fazer Todos estamos a correr E a estrada um dia tem fim Só deixaremos a saudade Com destino a eternidade Com todos é bem assim! Escrito as 15:39 hrs., de 27/11/2017 por Nelson Ricardo

O ROMANCE DA SAUDADE


As horas passam de pressa Estou mandando uma remessa De cumprimentos de amor Para o romance da saudade Porque aqui nesta cidade Está fazendo muito calor É o verão batendo a porta Me sirva um chá com torta Coberta de chocolate branco Estou em baixo da janela Chorando a saudade dela Vestindo pijama e tamanco O dia de ontem escureceu E ainda não amanheceu E ela foi pra Salvador Já pensando no carnaval Nem bem chegou o natal E eu fiquei sem meu amor! Escrito as 09:07 hrs., de 27/11/2017 por Nelson Ricardo

domingo, 26 de novembro de 2017

A MULATA DA JANELA


Eu falei que voltava Da janela você me olhava Tomei a decisão na hora Atravessei o jardim Foi por você que eu vim Trouxe o cansaço lá de fora Pulei a janela Encontrei-te tão bela Eu tenho culpa disso? Sou um cão vira lata Não posso ver uma mulata Que já penso em compromisso Porque comigo é só casando Não fico enrolando Amo-te pra mais da conta A angustia acabou-se O destino me trouxe E é pra você que ele aponta! Escrito as 17:12 hrs., de 26/11/2017 por Nelson Ricardo

ADEUS PRIMAVERA


Essa chuva que não quer parar Minha nave não pode decolar Com destino ao paraíso Liga aí e som na caixa Vou de carro com luz baixa Para o outro lado do para briso É lá onde não tem pecado Outro dia mandei recado Reservando vaga no hotel E boa mesa nos bares Voando loucamente pelos ares Na minha nave corcel Ai meu Deus que coisa louca Quero carinho e beijo na boca Da rainha que me espera Para chegar lá no verão Pra curtir nova paixão E dizer, adeus primavera! Escrito as 08:10 hrs., de 26/11/2017 por Nelson Ricardo

sábado, 25 de novembro de 2017

SUA EXCELÊNCIA A INSÔNIA


Se não tenho nada pra fazer Pego um lápis pra escrever E um papel de pergaminho A insônia é um açoite Quando no meio da noite No meu mundo sozinho Apenas duas e meia O tempo de cara feia Manda chuva sem perdão Com a benção divina em cada pingo Já estamos no domingo Não veio o sono ainda não A vida segue por enquanto E minha vida eu amo tanto Estou sem inspiração Sigo as linhas com calma Com coisas que vêm da alma E sentimentos do coração! Escrito as 02:52 hrs., de 26/11/2017 por Nelson Ricardo

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

AQUELE CHAZINHO GOSTOSO


Aquele chazinho gostoso Trazendo um ar cheiroso Da natureza em forma de jardim Quando faço um aceno pra ela Que vem charmosa e mui bela Trazendo seu sorriso pra mim E um corpo todo escultural Que serve pra mim de canal Pra que eu percorra seu mapa Que bela noite passamos Sinceramente nos amamos Essa não mais me escapa Refém do meu coração Uma infinita paixão Rola entre nós dois O castigo não nos pune Mas o amor esse nos une O resto eu te conto depois! Escrito as 09/11/2017 por Nelson Ricardo

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

AS LUZES CLARAS DO AMOR


Eu sei que volto com fervor Para as luzes claras do amor De carona com a estrela luminosa Eu sei que volto porque a saudade me traz Se o desejo amplo me satisfaz A lua daqui é sempre formosa Lá tenho a lua da igualdade E o vento da liberdade Também o amor que me espera Não estarei no abandono Se aqui eu tenho o outono Lá estarei nos braços da primavera E outra coisa, olhe Lá tenho o verão que me acolhe E o inverno que me acoberta Respeito o ar de nobreza Mas lá terei a certeza Que vou fazer a escolha certa! Escrito as 17:18 hrs., de 23/11/2017 por Nelson Ricardo

NA SOMBRA DA FELICIDADE


Quando eu vôo pelos ventos Mergulho nos pensamentos Do outrora da saudade Então eu muito me emociono Com as folhas secas do outono Sento na sombra da felicidade E depois batendo asas Sobrevoando as casas Eu faço o poso do descanso Recorrendo da memória Bebo um bom chá de história E cochilo na cadeira de balanço E morena vem pro colo Que em seus braços me consolo Quer que eu mostre o passarinho O que faço com muito gosto Ela me faz carinho no rosto Dizendo que ama o bichinho! Escrito as 11:07 hrs., de 23/11/2017 por Nelson Ricardo

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

CONCERTO EM SATURNO


Eu tenho uma proposta De navegar pela costa Dos anéis de saturno Sem cair nas profundezas Vamos admirar as belezas De um concerto noturno No salão de eventos Com a força dos talentos Que irão se apresentar São músicos de marte Que vêm mostrar sua arte De boa música cantar Para uma multidão de marcianos Ouviremos guitarras, violões e pianos Que foram comprados em netuno Ouviremos os rouxinóis Pagando trinta e seis mil sóis Para o belo concerto noturno! Escrito as 17:55 hrs., de 22/11/2017 por Nelson Ricardo

OS DOCES LÁBIOS DO AMOR


Vou escrever a dita cuja E tomara que não me fuja A inspiração da alma Que a pena de ganso na mão Toque de leve o coração Com muita delicadeza e calma Que a tinta azul no papel Fale sobre o corcel Que corria pelos prados Quando o azul do firmamento Retrata o sentimento Nos olhos dos namorados Na ora do beijo molhado Como o que dei apaixonado Nos doces lábios da rainha Que inundou meu coração No mergulho eterno da paixão Com o sorriso da amada minha! Escrito as 09:20 hrs., de 22/11/2017 por Nelson Ricardo

terça-feira, 21 de novembro de 2017

MENESTREL DA POESIA


Eu sei que me vou embora Estou planejado agora O meu dia da partida Vou voar por cima do céu Que o vento não leve o meu chapéu Terei um novo início de vida Com um céu azul turquesa E na barraca da Tereza Vou ajudar fazer pastel Tereza tecerá meu manto Com sua sabedoria e encanto Vou vestir-me de menestrel Na hora das declamações Afiarei mil corações Nas cadeiras da plateia Respeitando a nobreza Por estar na barraca da Tereza Comerei um pires de geleia Escrito as 15:06 hrs., de 21/11/2017 por Nelson Ricardo

O TRIGO QUE BROTA NA TERRA


Come um pedacinho de pão Produto final da produção Que cobre os campos dourados Com o trigo que colore a terra Que tempos depois da guerra Brota na alma dos aventurados Come mais um pedaço de pão Que um dia em outra nação Foi partido pelo Salvador Falando que aquilo era o corpo Antes de ele ser dado como morto Tudo em nome do eterno amor Mas a vida se tornou perversa E hoje renasce na conversa E nos tímpanos dos ouvidos meus Quero seguir aqui plantando O farelo das letras semeando No solo sagrado de Deus! Escrito as 10:54 hrs., de 21/11/2017 por Nelson Ricardo

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

NA NOITE DE LUA NOVA


Eu não estou entendendo O que está acontecendo O meu computador desliga por conta Espero que não seja nada Porque a noite enluarada O céu logo mais aponta Que estamos na lua nova E a minha consciência aprova Que não devo sair pra rua Porque o bicho ta pegando Dizem que estão assaltando E a violência continua E a policia não faz nada Então na noite fechada Vou dormir tal qual um doutor Depois do serviço feito Junto à amada de contra o peito Pra beijar e fazer amor! Escrito as 19:51 hrs., de 20/11/2017 por Nelson Ricardo

UM FUSCA VELHO AMASSADO


Por quê, que coça a minha mão Se não tem nenhum tostão Pra que eu possa receber Sou um pobre pinto pelado Num fusca velho amassado Pelos botecos a beber Porque a mulher me abandonou Só um recado deixou De baixo do travesseiro Diz que encheu o saco de mim Que sua história chegou ao fim Com este poeta seresteiro Que trabalho não é o meu fraco Que não passo de um velho caco Que já não sirvo mais pra nada Ô meu lindo cacho de flor Se eu bebo é por tanto amor De feliz por ti querida amada! Escrito as 13:56 hrs., de 20/11/2017 por Nelson Ricardo

POETA ÉBRIO DA SAUDADE


E o que que eu faço agora A esta hora Perto de meio dia Por onde anda a inspiração Logo ali vem o verão Praia, mar e alegria Bebedeira em toda a parte O desenvolvimento da arte O que engrandece um povo Ano passado foi assim E se depender de mim Volta tudo de novo E eu convivo com minha dor Por onde anda o meu amor Por onde anda a felicidade Meus poemas na gaveta Sou poeta ébrio da sarjeta Sofrendo do mal da saudade! Escrito as 10:38 hrs., de 20/11/2017 por Nelson Ricardo

domingo, 19 de novembro de 2017

O BEIJO FEITICEIRO


Costeando o teu belo corpo Em busca do meu conforto E do beijo feiticeiro que é teu Que me joga no lençol do amor Sinto em ti o aroma de flor Porque a ocasião mereceu Este encontro casual Seu sorriso fenomenal Desmancha meu próprio ser Então eu sento ao teu lado Achando ter conquistado E também te merecer Te namorei por um bilhete Vamos tomar um sorvete Na lancheria da esquina Tu não me escapa nunca mais Quero um dia ser capais De te amar pra sempre menina! Escrito as 17:02 hrs., de 19/11/2017 por Nelson Ricardo

COSTEANDO O MAR


Costeando o teu belo corpo Em busca do meu conforto E do beijo feiticeiro que é teu Que me joga no lençol do amor Sinto em ti o aroma de flor Porque a ocasião mereceu Este encontro casual Seu sorriso fenomenal Desmancha meu próprio ser Então eu sento ao teu lado Achando ter conquistado E também te merecer Te namorei por um bilhete Vamos tomar um sorvete Na lancheria da esquina Tu não me escapa nunca mais Quero um dia ser capais De te amar pra sempre menina! Escrito as 17:02 hrs., de 19/11/2017 por Nelson Ricardo

sábado, 18 de novembro de 2017

NO ASCENDER DOS CASTIÇAIS


Você que está por aí Saiba que estou aqui Querendo conversar contigo Foi uma vez lá nos Cascais Tem coisas que não lembro mais Mas lembro de um certo castigo Me mandou lamber sabão Hoje nos dias de antão Você não me castiga mais Lá no nosso apartamento Rola amor e sentimento No ascender dos castiçais Momento muito romântico No bairro à beira do Atlântico O nosso amor acontece E Portugal nunca mais Vamos ascender os castiçais A final a gente merece! Escrito as 09:59 hrs., de 18/11/2017 por Nelson Ricardo

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

A LUA EM FORMA DE MULHER


Voltei pra mais uma Enquanto a noite se arruma Pra nos mostrar o luar Isso se a chuva não vier Quero a lua em forma de mulher Pra nós dois namorar Eu sou o namorado dela Porque a lua é a mais bela Uma eterna mulher morena Dos olhos iluminados E os cabelos encaracolados Por isso escrevo este poema Extraído da minha cachola Enquanto belisco a viola E beijo uma pétala de flor Que leva meu beijo ao vento Eu por aqui ostento Que a lua é meu eterno amor! Escrito as 20:08 hrs., de 17/11/2017 por Nelson Ricardo