terça-feira, 3 de dezembro de 2019

MEIO DIA CHEGANDO


Hoje é só no mole
O sol quente não me engole
Vou afinar meu violão
E escrever um texto
Porque não haverá pretexto
Pra cantar uma canção

Para uma grande plateia
Dizer versos da própria ideia
E que todo mundo dance
Inimigos fazerem as pazes
Velhos, moços e rapazes
Que por favor não se cansem

Mas minha fome é tamanhã
Espetinho de picanha
O sabor é pra dedéu
O almoço da sabedoria
Saúde, paz e alegria
É de tirar o chapéu!

Escrito as 10:44 hrs., de 03/12/2019 por
Nelson Ricardo Ávila

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

ELA É TÃO BELA


Se o transito é louco
E o dinheiro anda pouco
Como é que faz pra viver
Num mundo conturbado
É se deixar abandonado
Ao bel prazer

Nos viadutos e praças
A ser devorado por traças
Lave sua roupa num tanque
Dê um jeito no corpo maroto
Transforme-se num garoto
E vá para um baile fanque

Eu vou virar pra o canto
Estou apaixonado e tanto
Ao lado da namorada
Ela é pra lá de bela
E não sei viver sem ela
Não sou bobo nem nada!

Escrito as 17:55 hrs., de 02/12/2019 por
Nelson Ricardo Ávila

NO RIBEIRÃO DA SAUDADE


Agora são cinco pra cinco
Tentei cantar com afinco
Mas a vós não estava boa
Vim então o computador
Escrever coisas de amor
Me vejo em minha canoa

No ribeirão da saudade
Sonhando com a felicidade
Se é que essa coisa existe
Eu nasci pra viver sozinho
Sem amor e sem carinho
Mas o coração persiste

Minha vida de bar em bar
Andar pela beira do mar
Destino entregue pra Deus
Seja lá o que ele quiser
Quem sabe por uma mulher
Nos aconchegos dos braços meus!

Escrito as 17:02 hrs., de 02/12/2019 por
Nelson Ricardo Ávila

NA LUA DE MEL DO AMOR


A primavera já fez as contas
E está de malas prontas
Em breve seguirá de volta
Verão de fogo chegando
O mundo todo esquentando
É quando o bom senso se solta

E de sunga e de biquíni
Então eu chego de Gordini
Transbordando de alegria
Que a areia branca me chama
E o corpo cansado clama
Um pouco mais de poesia

É isso que esquenta a alma
Preciso pisar na calma
No pedal do acelerador
Porque ela estará por lá
Numa praia de Xangri-lá
Na lua de mel do amor!

Escrito as 10:32 hrs., de 02/12/2019 por
Nelson Ricardo Ávila

VERBO AMAR


No vazio do nada
Uma manhã ensolarada
Bate o vento na flor
Sobre a porta do prazer
Que desde ontem ao anoitecer
Se ouviu o ranger do amor

Era lua quarto crescente
Quando um coração demente
Se enrolava nos lençóis
Junto a conjunção amena
Do corpo quente da morena
Ouvindo o canto dos rouxinóis

Depois saiu pra rua
Sobre o clarão da lua
Entrou na água do mar
Com o salário do fim do mês
E foi sua primeira vez
O mergulho no verbo amar!

Escrito as 09:06 hrs., de 02/12/2019 por
Nelson Ricardo Ávila

domingo, 1 de dezembro de 2019

DE ASA QUEBRADA


Se começa o jogo
Eu acendo o fogo
E esquento a água
Se é calor que arde
Tem o sorvete da tarde
Numa boa e sem mágoa

O café desce no peito
Faço um recado com jeito
Para aquela lá de casa
Que ao clarão da lua
Me jogou na rua
E quebrou a minha asa

Só sobrou meu violão
E eu canto uma canção
Na janela da amada
Pedindo pra voltar
Nem que tenha que trabalhar
Afinal é noite enluarada!

Escrito as 16:19 hrs., de 01/12/2019 por
Nelson Ricardo Ávila

O DONO DA PAIXÃO



Não quero ficar ao relento
O menino remelento
Que cantarolava o futuro
Que pastoreava as ovelhas
Que fugia das abelhas
Mas tomava do mel puro

Hoje é o dono das paixão
E o seu nobre coração
É lotado de desejos
Pelos aromas da flor
Que tem a seiva do amor
E o néctar dos beijos

Desde os tempos do outrora
Mas que no agora
Faz da vida um jogo
E ama sua namorada
A pistola inda engatilhada
E se necessário sai fogo!

Escrito as 13:13 hrs., de 01/12/2019 por
Nelson Ricardo Ávila