segunda-feira, 9 de novembro de 2020
BALINHA DE MARMELO
O chá das quatro por favor
estou sentindo uma dor
da solidão que me assola
é um chá de flores
falando de amores
ao som da viola
e o cantar da garganta de ouro
se tenho o cabelo louro
é que ele foi pintado
sou chegado ao amarelo
uma balinha de marmelo
tendo o sorriso encantado
da morena que me olha
essa chuva fina não molha
e o guarda chuva dá pra dois
levo a morena no corcel
ali na esquina tem um motel
o resto te conto depois!
escrito as 16:51 hrs., de 09/11/2020 por
Nelson Ricardo Ávila
domingo, 8 de novembro de 2020
Enquanto assa o frango
eu pego meu carango
pra dar um pega sem pena
pelas ruas da cidade
respirando o ar da liberdade
depois disso fasso um poema
do meu frango com polenta
carregado na pimenta
e no choro da minha viola
que não sou bobo nem nada
ao lado da bem amada
que me bate depois me consola
e assim o mundo gira
ao lado de Maria Elvira
a gente vai levando
entre tapas e beijos
depois afoga os desejos
a vida inteira se amando!
escrito as 10:47 hrs., de 08/11/2020 por
Nelson Ricardo Ávila
O BRONZEADO DA DAMA
Agora um mergulho romântico
sentado a beira do Atlântico
nessa praia sem fim
olha o bronzeado da dama
mas a poesia me chama
acho que o olhar dela é pra mim
e então o que é que eu faço
vou exijindo um beijo e um abraço
e a lebre toma conta de mim
o que é que é isso meu Deus
ela está nos braços meus
esse mundo não tem fim
essa praia é o paraíso
mas acontece que eu preciso
sair fora dessa trama
este corpo já tem dono
nas minhas noites sem sono
eu tenho a mulher que me ama!
escrito as 09:41 hrs., de 08/11/2020 por
Nelson Ricardo Ávila
sábado, 7 de novembro de 2020
AMANTE DA POESIA
Não para não para não para
que poesia é coisa rara
porem custa tão pouco
vamos escrever sobre o passado
e um presente conturbado
é o mundo ficando louco
toca o barco navegante
nasci pra ser amante
da poesia e da morena
que toma conta da gente
o amor que é um sol nascente
e a paixão entra em sena
a poesia não para
o amor é coisa rara
coisa que une o mundo
empunhando a pena na mão
pra desenhar um coração
e isso é o amor profundo!
escrito as 16:53 hrs., de 07/11/2020 por
Nelson Ricardo Ávila
Quando a mão segura a pena
da ponta sai um poema
a pena espões o passado
de quem deixou a mocidade
a pena revela a saudade
de um coração apaixonado
embalado pela emoção
de um amor em ebolição
ai que saudade que era
hoje eu aqui nesse abandono
sobraram folhas de outono
mas aí veio a primavera
é o hoje que interessa
e então embarco nessa
no trem que parte da estação
vou embora sem dor
para o planeta amor
mergulhando na ilusão!
escrito as 16:10 hrs., de 07/11/2020 por
Nelson Ricardo Ávila
sexta-feira, 6 de novembro de 2020
Desacorsoado da vida
procurando uma saída
pra ver se a coisa melhora
tanta coisa ruim que acontece
sinceramente, ninguem merece
a cada dia tudo piora
a beira da estrada pensando
tanto carro ali passando
e eu miseravel de pés no chão
acho que vou voltar na praça
ver se filo uma cachaça
e adormecer na solidão
sou um pobre vagabundo
vagando por esse mundo
sem filhos e sem mulher
minha sina é ter nascido poeta
um dia minha alma se aquieta
por um desses abandonos qualquer!
escrito as 16:20 hrs., de 06/11/2020 por
Nelson Ricardo Ávila
BELA E BENDITA HELENA
Manhã suave e serena
favor, olhe pra mim Helena
e note como estou triste
recordando o meu passado
mas com você ao meu lado
amargura não existe
estou feliz por de mais
ascendam os castiçais
favor, um vinho sommelier
que é pra ver como é que fica
nessa manhã orvalhada e rica
só você me dá prazer
bela e bentita Helena
pra minha amada este poema
ainda que num papel de pão
traz as taças e vamos brindar
que temos que selebrar
os frutos de nossa paixão!
escrito as 10:41 hrs., de 06/11/2020 por
Nelson Ricardo Ávila
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